A PT e a brasileira Oi, de que é acionista, assinaram já o acordo de intenções para a fusão das duas empresas, e das holdings da operadora brasileira. No final, será constituída uma entidade única, que será liderada por Zeinal Bava.

A notícia está a fazer com que a PT esteja a disparar 15,5% em bolsa.

«A PT, a Oi, a AG Telecom Participações , a LF Tel e respetivas holdings assinaram a esta data um acordo de intenções o qual define os princípios essenciais para uma proposta de fusão», refere o comunicado.

A nova empresa, que se chamará CorpCo, só avançará depois de a fusão ser aprovada por todos os acionistas das operadoras portuguesa e brasileiras, e está sujeita à autorização dos reguladores dos dois países. A transação, segundo o documento, está prevista para o primeiro semestre do próximo ano.

Para já, é objetivo das empresas manter as marcas comerciais existentes em cada país.

Para concretizar a fusão, a Oi propõe um um aumento de capital na ordem dos 2,3 a 2,7 mil milhões de euros, «com o objetivo de melhorar a flexibilidade do balanço da CorpCo».

A CorpCo será um operador de comunicações líder, (no ranking mundial das maiores operadoras rondará a 20ª posição), com cerca de 100 milhões de clientes mas que cobrirá uma área geográfica com cerca de 260 milhões de habitantes. «A Combinação de Negócios irá gerar sinergias no valor atual líquido estimado de 1,8 mil milhões de euros», estimam.

Depois da fusão estima-se que os acionistas da PT fiquem com 38,1% do capital da nova empresa, mas a intenção é depois fazer uma «grande dispersão do capital da empresa em bolsa. No final, a PT espera que os seus acionistas venham a deter a mesma percentagem de capital que os acionistas da Oi, ficando o restante disperso por outros acionistas, apurou a TVI.

As ações da CorpCo, depois de concluída a operação, serão negociadas nas bolsas de Lisboa, São Paulo e Nova Iorque.

O BES e a Ongoing, acionistas da PT, já manifestaram o seu apoio à operação.

O comunicado da PT refere que, «com base nas cotações médias ponderadas pelo volume das ações da PT e da Oi nos 30 dias anteriores ao anúncio, uma ação ordinária da Oi será trocada por 1 ação da CorpCo, uma ação preferencial da Oi será trocada por 0,9211 ações da CorpCo, e uma ação da PT será trocada por um número de ações da CorpCo equivalente a 2,2911 euros (a emitir ao mesmo preço do aumento)».

A fusão surge na sequência da aliança estabelecida em 2010, ano em que a PT entrou na Oi, após a venda da participação que o grupo português detinha na brasileira Vivo à operadora espanhola Telefónica, por 7,5 mil milhões de euros. A participação na Oi permitiu à PT permanecer no mercado brasileiro, uma das suas grandes apostas. A PT tem uma participação de 23,6% na Oi e a Oi tem 10% da PT.

O presidente executivo da nova empresa será Zeinal Bava, atual presidente da PT.

O Conselho de Administração para o primeiro mandato de três anos será composto por Alexandre Jereissati Legey, Amilcar Morais Pires, Fernando Magalhães Portella, Fernando Marques dos Santos, Henrique Manuel Fusco Granadeiro, José Maria Ricciardi, José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha, Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, Rafael Luís Mora Funes, Renato Torres de Faria e Sergio Franklin Quintella.

José Mauro Mettrau Carneiro da Cunha e Henrique Manuel Fusco Granadeiro assumirão, respetivamente, o cargo de Presidente e de Vice-Presidente do Conselho da empresa.