A Prosegur esclareceu esta terça-feira que o despedimento coletivo de até 140 trabalhadores, na sua maioria no Norte do país, resulta da perda de clientes na zona do Grande Porto e de incumprimentos de pagamentos de empresas.

A empresa de segurança adiantou que este despedimento «é o culminar de um processo ao longo do qual intentou todos os esforços que evitassem este desfecho».

A perda de clientes na área do Grande Porto «para operadores do setor que, ao não cumprirem com as suas obrigações decorrentes do Código do Trabalho e do Contrato Coletivo do setor, praticam preços inferiores ao custo mínimo de prestação de serviço, a par do continuado incumprimento de pagamentos por parte de alguns clientes» são as razões pelas quais a empresa «se viu forçada a iniciar o processo de despedimento coletivo, seguindo todos os trâmites legais previstos», referiu.

«A Prosegur realizou todos os esforços para a recolocação dos vigilantes ao serviço destes clientes. Não tendo sido possível, a empresa teve que iniciar o processo despedimento coletivo que poderá levar à dispensa de até 140 colaboradores, situação que foi devidamente explicada» aos trabalhadores e sindicato, adiantou.

A empresa «continuará a desenvolver todos os esforços junto dos seus clientes, de modo a conseguir a colocação do maior número possível de colaboradores, minimizando desta forma o impacto desta medida».

De acordo com a Prosegur, esta é a sétima maior empregadora nacional, responsável por mais de 7.000 colaboradores, com contratos de trabalho em cerca de 95% dos casos efetivos.