O ministro da Economia, António Pires de Lima, admitiu esta quinta-feira que a decisão sobre os candidatos à privatização da TAP, cujo prazo para a entrega das propostas termina na sexta-feira, às 17:00, poderá estar concluída até final deste mês. O ministro confirmou esta tarde que o Governo invocou o  interesse público para prosseguir com a venda da TAP.

Questionado sobre se é possível ter uma decisão sobre as candidaturas à privatização da transportadora aérea portuguesa até final de maio, António Pires de Lima afirmou: "Sim, espero que sim".

O governante falava aos jornalistas à margem da 11.ª conferência internacional da Associação Portuguesa de 'Contact' Centers' (APCC), onde fez uma intervenção.

Questionado sobre se haverá uma reestruturação da dívida da TAP até à privatização, Pires de Lima disse não confirmar.

"A única coisa que digo é que o prazo para a entrega das propostas termina amanhã às 17:00 e espero que seja um processo competitivo e que, sendo um processo competitivo, se assegurem as melhores condições para o desenvolvimento da TAP, para a capitalização da TAP, para o desenvolvimento da TAP e também para a valorização da empresa", acrescentou.


O governante disse esperar que a privatização da operadora aérea portuguesa resulte num "processo competitivo, isso seria muito desejável para a TAP e para o Estado português".

"O principal critério de escolha dos candidatos àa privatização da TAP é a capitalização da TAP, o plano estratégico de desenvolvimento para a TAP, além da manutenção da sede, do desenvolvimento do 'hub' [plataforma] e das obrigações de serviço público, é bom que os candidatos à compra da TAP deem corda às suas propostas, o que não significa que o Governo seja indiferente à valorização que as propostas façam da TAP", concluiu António Pires de Lima.

Os dois principais concorrentes na corrida à privatização da TAP poderão entrar, nos próximos dias, num embate jurídico, escreve o Sol. 

Germán Efromovich, que tem dupla nacionalidade (colombiana e polaca), está preparado para contestar junto das autoridades portuguesas e europeias, caso o consórcio de David Neeleman apresente fragilidades quanto à nacionalidade dos respetivos investidores.