O primeiro leilão da Christie's na China Continental, um lote de 42 peças que incluía o primeiro quadro de Picasso vendido no país, rendeu 156 milhões de yuan (18,9 milhões de euros), anunciou hoje o Diário de Xangai.

«Estou muito satisfeito com os resultados. Foi o sítio certo, com o público certo e no momento certo», disse o diretor da Christie's, Steven Murphy, acerca do leilão realizado quinta-feira num hotel de Xangai e que segundo aquele jornal, «atraiu a elite local».

O Picasso, um quadro de 1969 intitulado «Homem Sentado», foi rematado por 9,6 milhões de yuan (1,16 milhões de euros) - apenas cerca de metade dos 18 milhões de yuan (2,18 milhões de euros) que outro colecionador pagou por um colar com rubis.

Um quadro de Cai Guoqiang, cuja receita se destinava a um museu de arte moderna na terra natal do artista, em Quanzhou, na província de Fujian, leste da China, rendeu 15 milhões de yuan (1,8 milhões de euros).

Cai Guoqiang, nascido em 1957 e radicado em Nova Iorque, é considerado um dos mais influentes artistas chineses contemporâneos.

Cerca de mil pessoas assistiram ao leilão.

«É um marco nos 247 anos de história da Christie e abre um novo capítulo para o seu desenvolvimento no continente chinês», disse Cai Jinqing, diretor da Christie's China.

A China é já o segundo maior mercado de arte do mundo, a seguir aos Estados Unidos, e em 2011 chegou a ocupar o primeiro lugar, evidenciando a emergência de uma nova burguesia cada vez mais rica e cosmopolita.

Fundada em 1766, em Londres, por James Christie, a Christie's é uma das mais conhecidas leiloeiras mundiais, com escritórios em Paris, Milão e Nova Iorque.