O ministro da Economia, António Pires de Lima, qualificou esta terça-feira «a confiança» entre Pequim e Lisboa como «uma base determinante» para o crescimento do investimento chinês em Portugal.

«O primeiro ponto que gostaria de realçar tem a ver com a confiança que se tem vindo a estabelecer entre as autoridades portuguesas e chinesas», sublinhou Pires Lima após um encontro de cerca de uma hora do Presidente português com um grupo de empresários chineses.

Essa «confiança», acrescentou o ministro português, «é uma base determinante para se poder concretizar negócios numa perspetiva de médio e longo prazo».

Pires de Lima, que esteve presente naquele encontro, destacou a recente «participação chinesa em projetos de investimentos muito relevantes» nas áreas da energia e dos seguros.

Nos últimos dois anos, duas grandes empresas estatais chinesas - a China Three Gorges e a China State Grid - investiram mais de 3 mil milhões de euros na EDP e na REN, respetivamente.

Em janeiro passado, o consórcio privado Fosun, com sede em Xangai, ofereceu mil milhões de euros pela compra de 80% da Caixa-Seguros.

No encontro com empresários chineses, entre os quais o presidente do Fosun, Guo Changchang, Portugal «apresentou com detalhe as futuras oportunidades de investimento» no país, indicou Pires de Lima.

Segundo adiantou, sem mais pormenores, as oportunidades estão relacionadas com o programa de privatizações, «mas também com um plano muito interessante de infraestruturas» concebido pelo governo português até 2020.

Pires de Lima manifestou ainda «grande satisfação e grande esperança» pelo aumento das exportações portuguesas para a China.

«Há quatro anos, a nossa relação comercial com a China era muito incipiente. Hoje, a China é o nosso 10.º maior cliente», recordou.

Pelas contas portuguesas, em 2013, as exportações de Portugal para a China somaram 650 milhões de euros e já este ano poderão exceder os mil milhões de euros, referiu o ministro português.

Na declaração aos jornalistas, Pires de Lima qualificou a visita do presidente português à China como «um bom exemplo de diplomacia económica».

Uma centena de empresários - da banca, tecnologias de informação, agroalimentar e outros setores - acompanham Cavaco Silva.

É a primeira visita de um chefe de Estado português à China desde 2005 e, além de Xangai, inclui deslocações a Pequim e Macau.