Os pilotos da companhia aérea Lufthansa anunciaram na segunda-feira que vão dar início à sua quinta greve desde o final de agosto, desta vez deixando em terra os aviões de carga.

Na origem da greve está o descontentamento dos profissionais com o esquema de pensões da companhia.

A greve começa na quarta-feira e estende-se até quinta-feira, dois dias em que os pilotos «não vão operar nenhum voo que parta de aeroportos alemães», informou o sindicato dos trabalhadores em comunicado, citado pela Lusa.

Greves anteriores organizadas pelos trabalhadores afetaram voos de passageiros, com a última, a 30 de setembro, atingindo 2.000 viajantes.

Os pilotos alegam que a empresa tem «mantido obstinadamente» os seus esquemas de reforma, não deixando outra opção aos trabalhadores que não o recurso à greve.

A empresa, no entanto, garante que «mostrou disponibilidade para chegar a um compromisso, em debate com os pilotos, e propôs novas negociações sobre os temas em disputa».

«Com estas condições, este novo apelo à suspensão do trabalho não é compreensível ou razoável», afirma a Lufthansa em comunicado.

Atualmente, os pilotos da Lufthansa podem receber uma reforma antecipada aos 55 anos. Os trabalhadores opõem-se ao plano da transportadora de aumentar a idade mínima para a reforma e passar a envolver os pilotos no financiamento das suas pensões.