A Prisa, dona da Media Capital, registou em 2013 perdas líquidas de 648,7 milhões de euros, mais 154,4% que as perdas de 255 milhões de 2012, devido, em parte, às indemnizações por reestruturações de pessoal.

Segundo informou a empresa, as provisões pelo agravamento do fundo de comércio e o acordo com a ONO foram outros dos fatores que condicionaram os resultados.

Na informação remetida à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), a Prisa explica que as receitas de exploração foram de 2.725,7 milhões de euros, mais 2,3% que em 2013 e o EBITDA (resultados operacionais reais antes de provisões, impostos e amortizações) caiu 30,6% para os 296,2 milhões de euros.

Em Portugal, a Prisa registou receitas de exploração de 182,2 milhões de euros, menos 1,2% que em 2013, e o EBITDA (resultados operacionais reais antes de provisões, impostos e amortizações) caiu 4% para 41 milhões de euros.

A empresa atribui a queda anual das receitas da Media Capital a uma redução de 7,4% da publicidade, apesar de notar «uma melhoria no terceiro e quarto trimestres, onde se registaram uma queda de 0,4% e um crescimento de 3,2%, depois de quedas de 11,6 e de 19% dos primeiros trimestres».

Destaca ainda o «impacto positivo da sua estratégia de diversificação», o «importante esforço de controlo de custos» e o fato da TVI continuar a manter a liderança do mercado, com audiências médias de 24,6% em 24 horas e de 27,7% em prime-time.

No ano passado, as receitas publicitárias totais do grupo caíram 2,3% para 543,8 milhões de euros, representando 19,9% das receitas totais do grupo.

Os gastos de exploração aumentaram 24,2% para 3.526,8 milhões, devido aos efeitos da erosão de ativos e ao novo acordo de exploração de futebol.