O empresário Miguel Pais do Amaral disse esta quinta-feira à Lusa que vai analisar com o consórcio financeiro a privatização de 66% da TAP e lembrou que o projeto que tinha para a companhia aérea era sobre 100% da empresa.

Governo aprova relançamento da privatização da TAP

O Governo aprovou hoje um processo de privatização da TAP, pela alienação de ações representativas de até 66% do capital social da TAP SGPS.

«Devo saudar que o Governo tome a decisão (de privatizar a TAP)», afirmou o empresário, que em julho passado confirmou que estava na corrida à privatização da companhia aérea portuguesa em parceria com o norte-americano Frank Lorenzo, antigo acionista da Continental Airlines, adiantando que tinham condições para lançar uma oferta sobre a totalidade da transportadora aérea portuguesa.

«Vamos analisar com os investidores e consórcio [financeiro], já que a nossa proposta era sobre 100%, para ver se o modelo de dois terços nos convém», acrescentou.

Pais do Amaral é promotor de um consórcio financeiro e a JP Morgan Nova Iorque é o adviser (conselheiro) da operação.

O presidente da TAP, Fernando Pinto, afirmou no parlamento a 01 de outubro que já tinha apresentado ao Governo «três ou quatro interessados» na privatização da companhia.

Além de Pais do Amaral, em parceria com Frank Lorenzo, o grupo espanhol Globalia, dono da Air Europa, o empresário Gérman Efromovich e a companhia brasileira Azul têm sido apontados na imprensa como interessados na operação.

O Governo português recusou, em dezembro de 2012, a proposta de compra da TAP feita pelo grupo Synergy, detido pelo empresário colombiano Germán Efromovich, o único concorrente à privatização, e a venda está suspensa desde então.