O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) considera que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Espírito Santo Saúde, lançada pelo grupo José de Mello Saúde, é um sinal «da vitalização do mercado».

Para Artur Osório Araújo, a iniciativa demonstra «a vitalização» de um mercado que está a crescer e a desenvolver-se.

«Caberá à Autoridade da Concorrência saber se há ou não uma concentração exagerada», adiantou à agência Lusa.

Sobre o futuro do setor, no caso de se vir a concretizar a compra, o presidente da APHP disse que um grupo com a dimensão que este poderá vir a ter consegue mais facilmente posicionar-se no mercado internacional.

Em 2013, o Grupo Mello Saúde gerou um volume de negócios de 495 milhões de euros e a ESS 373,6 milhões de euros.

Mais de 80 por cento do volume de negócios da hospitalização privada em Portugal está nas mãos dos grupos Mello Saúde, Espírito Santo Saúde, Lusíadas e Trofa Saúde.

O grupo José de Mello Saúde anunciou hoje ter lançado uma OPA da ESS para concorrer com o grupo mexicano Ángeles, cujo investimento total poderá chegar aos 420 milhões de euros.

A oferta foi comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e implica uma contrapartida de 4,40 euros por ação, estando condicionada à aquisição de, pelo menos, 50,01% do capital do grupo dono do Hospital da Luz.