A brasileira Oi registou um prejuízo de 221 milhões de reais (72,5 milhões de euros) no segundo trimestre do ano, de acordo com o relatório de contas enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários.

No primeiro trimestre, a empresa tinha registado lucros de 7 milhões de reais (2,3 milhões de euros), uma queda que a Oi explica com «menores receitas não rotina» e acrescenta que o resultado do segundo trimestre «não é comparável aos trimestres anteriores, devido à consolidação dos resultados da PT Portugal desde Maio de 2014».

A receita líquida total alcançou 9.024 milhões de reais (2.968 milhões de euros), o que significa um crescimento homólogo de 0,4%, que beneficiou da valorização do euro face ao real brasileiro.

A receita dos negócios no Brasil caiu 2%, para 6.935 milhões de reais (2.281 milhões de euros), enquanto em Portugal cresceu 9,5%, em termos homólogos, alcançando 1.853 milhões de reais, refletindo o impacto favorável do câmbio.

Em euros, a receita líquida representou 606 milhões de euros, o que significa um decréscimo de 3,4% face ao trimestre homólogo.

Já a dívida bruta consolidada totalizou 52.228 milhões de reais (cerca de 17 milhões de euros), mais 55% do que no mesmo período do ano anterior. «A 5 de maio de 2014, a Companhia concluiu seu aumento de capital com a integração dos negócios da PT Portugal. Desde então, os ativos e passivos da PT Portugal passaram a ser consolidados no balanço patrimonial da Oi», acrescenta a brasileira.

Como praticamente a totalidade da dívida da PT Portugal está «atrelada ao Euro», diz a Oi, a dívida bruta denominada em moeda estrangeira alcançou 63,3% do total neste trimestre. «Como as dívidas da PT Portugal são denominadas principalmente em Euros, esta exposição cambial pode causar alguma volatilidade nos resultados consolidados».