As três candidaturas recebidas pela administração do Porto de Lisboa (APL) para a construção e exploração do novo terminal de cruzeiros de Lisboa envolvem oito empresas, nacionais e internacionais.

Em comunicado, a APL anuncia que as propostas foram apresentadas pela Creuers del Port de Barcelona, SA, que gere terminais de cruzeiro em Barcelona, Málaga (Espanha) e Singapura; pela Global Ports Holding (que gere terminais de cruzeiro em Kusadasi, Bodrum e Antalya, na Turquia), em conjunto com a Mota-Engil, Ambiente e Serviços, SGPS, SA; e pela Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, SA, em conjunto com a Somague Engenharia, SA, o Grupo Sousa, Investimentos SGPS, a Pioneiro do Rio, Serviços Marítimos, Lda e a Royal Caribbean Cruises Ltd, que gere terminais de cruzeiro em Civitavecchia, Nápoles (Itália), Port Everglades, Fort Lauderdale e Cape Liberty (EUA), Costa Maya e Langosta (México), Roatan (Honduras), Belize (Belize) e Kusadasi (Turquia).

Agora, «irá proceder-se à verificação da elegibilidade dos candidatos face aos requisitos do concurso», e, «numa segunda fase, as empresas que cumpram esses requisitos serão convidadas, no início do mês de setembro, a apresentar as suas propostas, estando prevista a adjudicação até ao final do ano».

Entre os critérios para a adjudicação estão o cumprimento do tráfego mínimo de 550 mil passageiros por ano, o melhor valor da taxa de passageiros e o prazo da concessão.

De acordo com a diretora de cruzeiros do Porto de Lisboa, Manuela Patrícia, a concessão do novo terminal será exclusiva durante os primeiros 15 anos no concelho de Lisboa.

Segundo o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, a obra deve estar concluída entre junho e dezembro de 2015.

O objetivo da APL é duplicar ¿ a partir dos atuais 560 mil ¿ o número de passageiros de cruzeiros na próxima década e mais do que triplicá-lo no espaço de tempo da concessão, entre 20 e 35 anos.

A APL estima que a capacidade máxima do futuro terminal de Santa Apolónia seja de 1,8 milhões de pessoas/ano.