O Novo Banco poderá vir a assumir o pagamento de dívida emitida pelo Grupo Espírito Santo (GES) até ao final do primeiro semestre deste ano, desde que documentalmente comprovada.

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Segundo uma nota emitida pelo Banco de Portugal (BdP), citada pela Lusa, «clarifica-se que quaisquer obrigações, garantias, responsabilidades ou contingências assumidas na comercialização, intermediação financeira e distribuição de instrumentos de dívida emitidos por entidades que integram o Grupo Espírito Santo permanecem no Banco Espírito Santo».

No entanto, esta decisão tem uma exceção e o Novo Banco pode «vir a assumir» o pagamento de parte da dívida subscrita até final do primeiro semestre deste ano.

Prossegue o regulador de que a responsabilidade do reembolso da dívida pertence ao ¿bad bank¿, mas que tal acontece «sem prejuízo de o Novo Banco vir a assumir eventuais créditos não subordinados resultantes de estipulações contratuais, anteriores a 30 de junho de 2014, que estejam documentalmente comprovadas nos arquivos do BES em termos que permitam o controlo e fiscalização das decisões tomadas».

Nos últimos tempos, tem sido questionado a quem caberá reembolsar a dívida emitida por empresas do GES vendidas ao balcão do BES, com clientes a virem a público a afirmarem que vão recorrer ao Tribunal para serem ressarcidos do dinheiro investido, recorda a Lusa.