O Novo Banco e a Apollo Global Management já chegaram a acordo sobre os termos da venda da Tranquilidade às gestora norte-americana. O valor da transação deve ficar abaixo dos 50 milhões de euros inicialmente previstos devido à desvalorização da posição que a seguradora tem na ESAF, revela o Jornal de Negócios.Ainda assim, a Apollo compromete-se a injetar 150 milhões de euros na seguradora, repondo a sua liquidez.

Falta apenas o acordo informação do Banco e Portugal e do Instituto de Seguros de Portugal. Apesar de a lei apontar que apenas o ISP tem de se pronunciar, e apenas depois do acordo de venda estar assinado, a administração do Novo Banco não terá querido avançar sem dar conhecimento prévio aos dois supervisores.

Em causa está a primeira venda de um ativo por parte do recém-criado banco. Aliás, a Tranquilidade não estava incluída nos ativos transferidos para o Novo Banco, já que a seguradora era detida pelo Espírito Santo Financial Group.

No entanto, a instituição receber o penhor sobre a seguradora, dado pelo ESFG como garantia de um crédito que o BES tinha sobre esta holding. Para poder vender a seguradora, Vítor Bento teve de executar o penhor.