O presidente executivo dos Correios de Portugal (CTT), Francisco Lacerda, confirmou esta segunda-feira que a gestão da empresa está a trabalhar nas matérias relacionadas com o lançamento do banco postal, mas frisou que a decisão final será tomada no próximo trimestre.

«Infelizmente, não posso dar novidades [sobre o banco postal]. Posso apenas confirmar que a minha expectativa se mantém a mesma, ou seja, durante o próximo trimestre estaremos prontos para decidir e para propor ao conselho de administração a decisão», afirmou aos jornalistas o responsável.

Francisco Lacerda acrescentou que só depois da decisão do conselho de administração é que esta será tornada pública e anunciada ao mercado.

«Primeiro que tudo, o conselho de administração tem que decidir avançar e essa decisão ainda não está tomada», sublinhou o gestor, que falava à margem da assinatura de um acordo de parceria entre os CTT e o BNP Paribas Personal Finance (detentor da marca Cetelem).

Certo é que «as questões relacionadas com o banco postal estão a ser analisadas», segundo o presidente dos CTT.

Questionado sobre se é intenção dos CTT avançarem sozinhos para a instituição financeira ou se vão optar por uma parceria com outra entidade, Lacerda escusou-se a especificar.

«É muito cedo para estarmos a especular sobre isso», disse.

Já a possibilidade de vir a existir um conflito de interesses na área do crédito ao consumo, quando (e se) for lançado o banco postal, já que o acordo hoje firmado com o Cetelem lhe garante a exclusividade nesta nova linha de negócios dos CTT durante cinco anos, foi afastada.

«Não, isso será certamente acautelado e o nosso acordo com o Cetelem assegura que não há conflitos de interesse», vincou Lacerda, explicando que depois de uma consulta às várias entidades especializadas no crédito ao consumo, os CTT optaram pela proposta apresentada pelo Cetelem.

«Acreditamos que é um dos parceiros mais habilitados no crédito ao consumo», assinalou, salientando que o objetivo dos CTT é «reforçar o posicionamento enquanto operador financeiro de referência».