O Estado vai entrar no capital do Banco Espírito Santo, apurou a TVI. Fontes oficiais do Governo confirmam que o modelo encontrado para resolver rapidamente o problema do BES passa pela entrada de dinheiro público no banco.

Os detalhes deverão ser conhecidos durante o fim-de-semana. Mas a TVI sabe que a solução vai passar por dois tipos de intervenção estatal: uma delas é a entrada direta no capital, através da subscrição de ações, o que irá representar uma nacionalização parcial do banco, à semelhança do que aconteceu no Banif, que ainda hoje tem o Estado como maior acionista.

A outra intervenção do Estado far-se-á através de um empréstimo. Foi a segunda parte do plano para recapitalizar o Banif e foi também a forma encontrada para reforçar a estrutura vde capitais do BCP e BPI.

Este empréstimo será feito através da emissão de títulos de capital contigente. Contam para o cálculo dos capitais próprios, que no caso do BES, se encontram muito degradados depois dos prejuízos históricos apresentados esta semana.

Este tipo de obrigações vai «obrigar» o BES a pagar uma taxa de juro ao Estado que se pode aproximar dos 10% ao ano.

Qualquer uma das opções obriga os acionistas do banco a reunir em assembleia geral para aprovar a proposta a apresentar pela administração.

Esta sexta-feira à tarde o primeiro-ministro não quis comentar a situação do Banco Espírito Santo e a eventualidade do banco necessitar de capitais públicos. Pedro Passos Coelho sublinhou que cabe ao Banco de Portugal sugerir a melhor solução, que o Governo acatará, se necessário.