A Mota-Engil vai concorrer ao processo de privatização da EGF - Empresa Geral de Fomento, sub-holding do grupo Águas de Portugal, garantiu esta segunda-feira o presidente executivo da Mota-Engil, Gonçalo Moura Martins.

«Estamos interessados e vamos concorrer ao processo de privatização [da EGF]. Neste momento, estamos a estudar sozinhos, mas não rejeitamos a possibilidade de parcerias», afirmou o responsável do grupo, na conferência de imprensa para apresentação dos resultados relativos a 2013.

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, disse, na quinta-feira, que o caderno de encargos para a privatização da EGF deverá ser conhecido esta semana.

«Não há ainda decisões quanto a essa matéria, mas espero que o Governo aprove o caderno de encargos já na próxima semana», afirmou o ministro da Presidência na conferência de imprensa semanal do Conselho de Ministros.

Luís Marques Guedes revelou que o Executivo está «em fase de ultimação do caderno de encargos para a privatização» da empresa gestora de resíduos.

Segundo um diploma publicado em Diário da República, os candidatos à compra da EGF deverão ter um volume de negócios e capitais próprios superiores aos da sub-holding do grupo Águas de Portugal para os resíduos.

O decreto-lei que aprova o processo de privatização da empresa gestora de resíduos, através de concurso público, estipula que os interessados deverão demonstrar «capacidade financeira aferida» por capitais próprios superiores aos da EGF em 2012 (106 milhões de euros), bem como um volume de negócios superior aos 157 milhões de euros que a EGF conseguiu nesse ano «em, pelo menos, um dos últimos três exercícios sociais».