A Mota-Engil anunciou esta terça-feira que, em conjunto com a família Mota enquanto acionista de referência, vai alienar 34,3 milhões de ações a «determinados investidores institucionais» através de uma oferta particular de ações.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil esclareceu que «as ações objeto da oferta não incluem o direito a receber o dividendo condicional em espécie de 20% das ações da Mota-Engil Africa», que havia sido decidido em assembleia

geral no final do ano passado.

«Como também é do conhecimento público, a Mota-Engil mantém o mesmo grupo acionista de referência e controlo desde a sua fundação em 1946. Desde então e durante todo o trajeto de desenvolvimento e crescimento do grupo, nas suas várias etapas e ao longo das últimas décadas, demonstrou de forma evidente o seu compromisso e cabal empenho para com o grupo. Ao associar-se a esta transação, o acionista de referência demonstra uma vez mais o seu compromisso com a Mota-Engil, no presente e para o futuro», acrescentou o comunicado.

A empresa presidida por António Mota mandatou o Credit Suisse (coordenador-global), o Banco Espírito Santo de Investimento, a Caixa-BI e o BCP para lidarem com a transação.