A Mota-Engil vai propor em assembleia-geral o pagamento de um dividendo de 0,1235 euros por cada ação e o alargamento do número de membros do Conselho de Administração.

Segundo o documento hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na reunião magna de 30 de abril será votado o aumento de 15 para 16 do número máximo dos membros do Conselho de Administração, assim como a continuação como presidente de António Mota e como vice-presidentes de Arnaldo Figueiredo e Gonçalo Moura Martins.

Os restantes membros do CA da construtora propostos aos acionistas serão Maria Manuela Santos, Maria Teresa Costa, Maria Meireles, Ismael Hernandez Gaspar, Luís Oliveira, António Lobo Xavier, António Cova, Luís Filipe Silva, Carlos Mota dos Santos, José Pedro Sampaio de Freitas e ainda António Martinho Ferreira Oliveira, Gilberto Silveira Rodrigues e João Pedro Parreira.

A assembleia-geral, com 13 pontos na ordem de trabalho, deliberará ainda sobre a distribuição de um dividendo de 0,1235 euros por ação, cativos de impostos, no valor global de cerca de 25 millhões de euros.

Em 2013, o lucro da Mota-Engil aumentou 24% para 50,5 milhões de euros em termos homólogos, naquele que foi o melhor ano operacional de sempre.

No mesmo período, o volume de negócios total cresceu 3,1%, ultrapassando os 2.314 milhões de euros, com a atividade internacional a representar 74% do total do grupo, que compara com um peso de 65% no período homólogo.

África e América Latina foram os mercados que em 2013 tiveram um crescimento mais acelerado, de 38% e 36% respetivamente.

Na apresentação destes resultados, no fim de março, a empresa anunciou que está a estudar projetos em seis novos países em África (Uganda, Quénia, Tanzânia, Ruanda, Camarões e Namíbia), onde este ano faturou mais de 1.000 milhões de euros, sendo atualmente o principal mercado do grupo.