Os acionistas da Mota-Engil decidiram esta sexta-feira, em Assembleia-Geral no Porto, a distribuição de ações representativas de 20% do capital social da Mota-Engil África, que irá ser cotada numa bolsa europeia ainda durante o primeiro trimestre de 2014.

«A atribuição do dividendo condicional e extraordinário da Mota-Engil África foi aprovado por unanimidade e também foi aprovado mandato para que o Conselho de Administração, se assim o desejar, aliene algumas das ações próprias que tem», resumiu o presidente da empresa, António Mota.

Quanto à escolha da bolsa europeia para cotar a sub-holding africana, António Mota revelou que a análise está «centrada em três praças europeias, Londres, Lisboa e Amesterdão e está-se a analisar três fatores que são primordiais, a visibilidade, a valorização das ações, mas também o timing necessário para avançar».

De qualquer forma, a colocação em bolsa de uma área que representa cerca de 40% do volume de negócios da construtora portuguesa deverá ser feito durante o primeiro trimestre.

A Mota ¿Engil «tem uma carteira de encomendas que 82% é fora de Portugal e mais de 80% dos resultados são conseguidos fora do mercado português que, infelizmente, no setor da construção atravessa uma crise tremenda», lembrou o presidente da empresa aos jornalistas, no final da reunião na Fundação Manuel António da Mota.

O responsável acrescentou ainda que se África é o maior mercado, a América Latina é o que mais cresce neste momento e que o passo hoje aprovado «é fundamental para visualizar o valor da empresa».

A expectativa de António Mota é que, com esta operação, tanto as ações da Mota-Engil SGPS (que continuará com mais de dois terços da sub-holding), como as da Mota-Engil África tenham tendência a valorizar.

A cada acionista será atribuído «o número de ações da Mota-Engil África resultante da aplicação do fator determinado pela divisão do número de ações representativas de 20% do capital social dessa sociedade pelo número de ações representativas do capital social da Mota-Engil, SGPS, S.A. na data da deliberação (excluídas as ações próprias)», esclareceu a Mota-Engil num comunicado prévio à reunião.