O Montepio arrancou esta segunda-feira com a emissão de títulos do fundo de participação lançado com o objetivo de angariar 200 milhões de euros, numa operação que implica a abertura do capital da caixa económica ao investimento do público.

A oferta pública de subscrição assenta em 200 milhões de unidades de participação, com o valor nominal unitário de um euro, que deverão ser admitidas à negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon a 17 de dezembro.

As unidades de participação são consideradas «valores mobiliários representativos de capital», pelo que a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) será equiparada «a um emitente de ações admitidas à negociação em mercado regulamentado», lê-se no prospeto da oferta disponível na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Ainda assim, segundo as regras hoje reveladas, a Montepio Geral Associação Mutualista continuará a ser única dona dos destinos da Caixa Económica, já que «a titularidade das unidades de participação não confere o direito a intervir nos órgãos da CEMG».

As receitas líquidas resultantes desta emissão «serão aplicadas pelo emitente na satisfação das necessidades gerais de financiamento da sua atividade, que inclui a realização de lucro», realçou o Montepio, revelando que o Banco de Portugal considerou o fundo de participação da CEMG como elemento positivo dos fundos próprios de base.

Isto significa que o encaixe resultante com esta operação é elegível para o cálculo do rácio de capital core tier 1 da entidade liderada por António Tomás Correia.