O diretor-geral da Microsoft Portugal, João Couto, disse esta terça-feira que a empresa vai lançar uma nova oferta de formação, no âmbito do programa Ativar Portugal, que vai dar um desconto de 50% na certificação e formação em tecnologia Microsoft.

«Esta é uma oferta atrativa na área da formação e certificação em tecnologia Microsoft», que conta com os parceiros de formação Actual Training, Galileu e Rumos, através da qual «vamos lançar uma oferta com desconto de cerca de 50%, algumas um bocadinho mais», adiantou o diretor-geral da multinacional tecnológica, em declarações à Lusa.

Esta oferta, que hoje é lançada, vai ter «uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos para ajudar no financiamento destes custos, que vão variar entre 800 e os 2.800 euros, já com os 50% do desconto» na formação e certificação, disse.

A formação terá entre 100 a 200 horas e permite «certificação Microsoft, que é reconhecida mundialmente», acrescentou o responsável.

«São cursos técnicos profissionais» para «pessoas que já têm conhecimento de informática e que pretendem melhorar os seus conhecimentos em determinadas áreas», disse João Couto.

Segundo o diretor-geral da Microsoft Portugal, as tecnologias de informação são uma área onde «praticamente não há desemprego», o que dá «uma ideia do potencial do setor para a economia portuguesa».

Em Portugal, segundo o responsável, «há 5.000 ofertas de emprego para preencher» e a Comissão Europeia estima que vai haver falta de 900.000 empregos no setor até 2017.

A certificação e formação são dirigidas a desempregados e empregados que pretendam melhorar as competências para mudar de empresa e a oferta promocional dura até 31 de março, altura em que a Microsoft Portugal vai fazer um balanço.

Além disso, a Microsoft vai lançar o Programa Estrelas, o qual visa identificar as pessoas com melhor desempenho nos cursos.

João Couto adiantou que investimentos que a Microsoft está a fazer em nearshoring (transferência de serviços de tecnologias de informação para um determinado país) são «fundamentais para criar competências em Portugal».

Para o diretor-geral, ainda «há um défice entre aquilo que os profissionais e as universidades ensinam nas tecnologias de informação e as novas áreas de mercado, em termos de cloud (nuvem), mobilidade, entre outras», daí o gap (lacuna) entre a oferta e a procura.