O Metropolitano de Lisboa continuou a perder passageiros no segundo trimestre de 2013, com uma diminuição homóloga de 11,1%, enquanto o metro do Porto recuperou 4,6%, após a trajetória negativa dos três trimestres anteriores, segundo dados do INE.

Os metropolitanos de Lisboa e do Porto transportaram cerca de 50 milhões de passageiros entre abril e junho, o que significa uma redução de 6,9% face ao período homólogo, mas continua a ser um valor superior aos 39 milhões de passageiros que optaram pelo transporte ferroviário e fluvial neste período, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE), que não disponibiliza o movimento de passageiros no modo rodoviário.

Os utilizadores do Metropolitano de Lisboa têm diminuído desde o segundo trimestre de 2010, e a taxa de utilização de 24,7% (relação entre o número de passageiros e os lugares oferecidos) ficou abaixo dos valores registados no período homólogo (29,8%)

Mesmo assim, a perda de passageiros abrandou em todos os modos de transporte face aos trimestres anteriores.

No transporte ferroviário, que apresentou um decréscimo homólogo de 3,3% (que compara com diminuições de dois dígitos nos três trimestres anteriores), os movimentos suburbanos concentraram 29 milhões de deslocações (89% do total) entre abril e junho, menos um milhão do que no período homólogo.

A queda de 3,4% foi mais moderada do que no primeiro trimestre (-13,8%), o mesmo acontecendo com as ligações interurbanas cujo decréscimo de 1,7% foi inferior aos -10,1% registados no trimestre anterior.

Também o transporte fluvial, que assegurou as ligações de 6,6 milhões de passageiros no segundo trimestre, apresentou uma diminuição homóloga de 1,4%, menos acentuada do que os -11% observados nos primeiros três meses de 2013.

A redução no rio Tejo, que corresponde a mais de 90% dos movimentos de passageiros por via fluvial, foi de 2,8% (-10,6% no primeiro trimestre), enquanto as travessias da ria de Aveiro, rio Sado e ria Formosa alcançaram variações homólogas positivas de 14,9%, 10,8% e 18,7%, respetivamente.