O lucro da Media Capital aumentou 218% no primeiro trimestre do ano, passando de 715 mil euros para 2,27 milhões de euros, revelou esta sexta-feira a dona da TVI.

A Media Capital frisa que o seu lucro «mais do que triplicou face ao período homólogo», segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) no primeiro trimestre foi de 5,51 milhões de euros, um avanço de 5% face aos 5,26 milhões entre janeiro e março de 2014.

«Este desempenho resultou da conjugação da melhoria da publicidade com a continuada redução dos gastos operacionais», frisa o grupo.

No que refere à publicidade, os rendimentos consolidados nesta área cresceram 1%, para 23,72 milhões de euros.

«Os resultados financeiros melhoraram de forma substancial (quase 50%), para o qual foi decisivo o refinanciamento verificado na segunda metade de 2014, que permitiu reduzir os gastos de financiamento», sinaliza ainda a dona da TVI.

TVI líder de audiências

A TVI garantiu a liderança de audiências em televisão, registando uma média de quota de audiência de 23,1% e de 26,0%, no total do dia e no horário nobre, respetivamente.

Na vertente financeira, o segmento de televisão atingiu um EBITDA de 4,6 milhões de euros e uma margem de 14,7%, com a publicidade a subir 1%.

Por seu turno, o segmento de Produção Audiovisual registou uma melhoria substancial da rentabilidade, com o EBITDA a atingir 0,7 milhões de euros (vs. -0,3 milhões de euros no período homólogo).

O EBITDA do segmento de Rádio ascendeu a 0,5 milhões de euros, a que correspondeu uma margem de 15,7%, melhorando 10% face ao período homólogo. Na primeira vaga de audiências de 2015, a Rádio Comercial manteve a liderança (quota de 23,6%, 2,3 pontos percentuais acima do concorrente mais próximo) e a MCR, enquanto grupo de rádios, obteve uma quota de 33,8% (1,9 pontos percentuais acima da primeira leitura de 2014).

Os resultados financeiros melhoraram de forma substancial (quase 50%), para o qual foi decisivo o refinanciamento verificado na segunda metade de 2014, que permitiu reduzir os gastos de financiamento.