Pelo menos 500 trabalhadores saíram dos cinco maiores bancos no primeiro semestre, um emagrecimento dos recursos humanos que está para continuar, depois de, no total de 2012, as saídas terem ascendido a mais 1.500 pessoas.

O BCP foi a instituição que mais cortou postos de trabalho entre janeiro e junho deste ano, com a saída de cerca de 230 pessoas. O banco liderado por Nuno Amado fechou o semestre com 8.744 colaboradores em Portugal. O banco fechou ainda 42 no primeiro semestre, tendo chegado a junho com 797 em Portugal.

O BPI terminou este semestre com menos 37 trabalhadores em Portugal do que no final do ano passado e menos 30 agências. Assim, chegou a junho com 6.363 colaboradores e 704 agências em Portugal.

Já a Caixa Geral de Depósitos não divulgou as saídas do primeiro semestre. No primeiro trimestre, entre janeiro e março, as saídas tinham sido de 133 trabalhadores na operação em Portugal, com o banco a fechar março com 9.268 pessoas.

Já a rede comercial da Caixa era constituída no final do semestre por 780 agências, menos 31 do que as 811 agências de dezembro de 2012. A Caixa quer ainda fechar mais 10 agências até final do ano, passando para 770, mas tem o compromisso de manter pelo menos uma em cada sede de concelho.

Nestes três bancos as saídas de pessoal vão continuar, até porque os planos de reestruturação negociados com Bruxelas (obrigatórios para as instituições que recorreram ao dinheiro do Estado para se recapitalizarem) implicam a redução de balcões e, logo, o emagrecimento dos recursos humanos.

Os bancos justificam ainda as saídas de pessoal com a quebra do negócio.

Assim, apesar de não terem recorrido a capitais públicos, também o BES e o Santander Totta têm seguido a tendência do setor.

O banco liderado por Ricardo Salgado reduziu em 52 o número de trabalhadores em Portugal no primeiro semestre (para 7.425 pessoas) e em 14 as agências (para 652). Em fevereiro, o banco anunciou que quer cortar este ano mais de 200 trabalhadores na atividade doméstica, através de rescisões amigáveis e reformas.

O Totta, por seu lado, encerrou 17 agências até junho, tendo reduzido o número de funcionários em 83 pessoas.

Em 2012, saíram 1.500 trabalhadores destes cinco bancos, sendo que mais de 900 foram do BCP. A estes somaram-se mais de 500 do Banif, 200 do Barclays e 99 do BIC (que dispensou estes trabalhadores que pertenciam ao ex-BPN).