A REN apresentou lucros de 89,3 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2013, um decréscimo de 9,2% face ao período homólogo, em linha com as expectativas da empresa. A influenciar os resultados estiveram, segundo a empresa, a queda de remuneração do ativo regulado e um aumento dos encargos financeiros.

Destaque para o comportamento positivo do EBITDA, que subiu ligeiramente para os 387,4 milhões de euros, apesar do recuo da taxa de remuneração dos ativos elétricos.

Realce ainda para os custos operacionais (OPEX) da empresa, que diminuíram 3 milhões euros para 78 milhões de euros nos primeiros nove meses, fruto do esforço continuado na eficiência operacional.

O custo médio da dívida, que havia sido penalizado em períodos anteriores pela crise de dívida soberana, confirmou a sua tendência descendente ao longo deste ano.

De realçar ainda o sucesso da emissão de 400 milhões de euros de obrigações a 7 anos, que não só contribuiu para a redução do custo da dívida da REN, como ajudou a assegurar o financiamento total da empresa até 2016.

A dívida líquida da empresa recuou 2,1% para os 2,468 mil milhões de euros, refletindo o já esperado abrandamento do investimento em infraestruturas de gás natural e eletricidade em Portugal.

Para Rui Cartaxo, CEO da REN, «a partir do último trimestre deste ano a redução do custo da dívida irá acelerar, e iremos continuar a otimizar os custos operacionais, posicionando a REN como um dos mais eficientes operadores europeus de transporte de energia».