O resultado líquido atribuível à Jerónimo Martins recuou 17,1% nos primeiros três meses do ano, face a igual período de 2013, para 62 milhões de euros, anunciou hoje o grupo que detém a cadeia de supermercados Pingo Doce.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos adianta que o lucro «foi 13 milhões de euros mais baixo que o registado no primeiro trimestre de 2013, atingindo 62 milhões de euros (excluindo a diluição dos novos negócios ficou abaixo dos oito milhões de euros)».

As vendas consolidadas cresceram 5,1% para 2.912 milhões de euros, «incluindo um ligeiro efeito cambial negativo de 0,5%», refere a Jerónimo Martins, que adianta que, «em linha com os trimestres anteriores, o setor do retalho alimentar na Polónia manteve-se altamente competitivo, com forte atividade promocional por parte dos principais operadores».

A Jerónimo Martins está presente em Portugal, Polónia e Colômbia.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e

amortizações (EBITDA) recuou 5,1% para 158 milhões de euros.

«Os resultados da Jerónimo Martins refletem um início de ano mais lento da [rede polaca] Biedronka. Continuaremos a enfrentar os desafios de um mercado muito competitivo e mantemo-nos comprometidos com o reforço da nossa posição de liderança e da relevância para os consumidores polacos», refere Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado.

«Em Portugal, o Pingo Doce registou um forte crescimento de vendas, também ao nível do LFL [like-for-like], ou seja, vendas nas lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos]", adianta, relembrando que «passado um ano desde o início das operações na Colômbia e estando perto das 40 lojas, a Ara registou um desempenho em linha com o esperado».

No primeiro trimestre, em Portugal, «as promoções dominaram as estratégias comerciais dos operadores», aponta o grupo no comunicado, referindo que «apesar da forte deflação de preços, as vendas LFL, excluindo combustível, cresceram 2%».

As vendas do Pingo Doce subiram 2,3% para 743 milhões de euros, as do Recheio abrandaram 0,1% para 173 milhões de euros, enquanto as da Biedronka avançaram 5,9% para 1.953 milhões de euros.

Excluindo o combustível, as vendas do Pingo Doce subiram 2,7%.

A dívida líquida do grupo aumentou para 471 milhões de euros (contra 271,3 milhões de euros um ano antes).

Quanto a perspetivas para este ano, o grupo refere que dada a atual conjuntura irão melhorar a eficiência e investir, «consoante necessário, em ações comerciais como forma de manter as posições competitivas e crescimentos de vendas acima dos mercados».