O resultado líquido da Sonaecom foi de 23 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, um decréscimo de 42% face aos 39,9 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior, anunciou esta segunda-feira a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), nota a Lusa, a empresa refere que o volume de negócios consolidado alcançou 90,1 milhões de euros entre janeiro e setembro, um aumento de 3,9% face ao período homólogo de 2013. Isto assumindo-se que a fusão entre a Optimus e a Zon teria ocorrido a 01 de janeiro do ano passado, uma vez que a empresa ajustou a demonstração de resultados de 2013 nesta base pró-forma.

Segundo a Sonaecom, a principal contribuição para a subida no volume de negócios foi o crescimento de 17% nas receitas de vendas de equipamento, para 29,2 milhões de euros, o que, de acordo com a empresa, «mais do que compensou a diminuição de 1,4% das receitas de serviço» (61 milhões de euros).

Já os custos operacionais totalizaram 87,6 milhões de euros, um crescimento de 4,5% face aos primeiros nove meses de 2013, com uma subida de 6,9% dos custos de pessoal (32,5 milhões de euros).

Este último aumento é atribuído principalmente ao número de trabalhadores da S21Sec, uma empresa com sede em Madrid especializada em serviços e tecnologias de cyber security, na qual a Sonaecom adquiriu 60% do capital em julho deste ano.

Já os custos comerciais cresceram 19,3%, para 26,3 milhões de euros, «impulsionados» pela subida de custos com as mercadorias vendidas na área de software e sistemas de informação, «em linha com as vendas de equipamento», relata a empresa do grupo Sonae.

Quanto ao EBITDA (lucros antes de juros, impostos, deduções e amortizações), registou uma subida de 29,8% até setembro, face ao mesmo período do ano anterior, para 34 milhões de euros, «em resultado, principalmente, das operações descontinuadas».

Por sua vez, os resultados financeiros totalizaram 5,9 milhões de euros negativos nos primeiros nove meses, apesar dos dividendos de 1,3 milhões de euros da participação direta de 2,14% na NOS.

«O ajustamento ao justo valor da NOS, tendo por base o preço do mercado, contribuiu com um valor negativo de 8,2 milhões de euros sendo que, no mesmo período de 2013, esse ajustamento foi positivo em 9,1 milhões de euros», informa a empresa.

Nos primeiros nove meses do ano, a dívida bruta reduziu-se para 16,9 milhões de euros, face aos 29,5 milhões registados no período homólogo de 2013, enquanto a dívida líquida foi «um confortável valor negativo de 166 milhões de euros – uma posição de cash positiva», conclui.