Os resultados líquidos atribuíveis a acionistas da Sonae duplicaram no primeiro semestre, em comparação com a primeira metade do ano passado, para 40 milhões de euros, revelou esta quarta-feira a empresa liderada por Paulo Azevedo.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Sonae informou que o volume de negócios cresceu ligeiramente de 2,531 para 2,540 mil milhões de euros, «suportado principalmente por ganhos de quota de mercado no negócio alimentar e na Worten em Portugal».

Em termos de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), a Sonae atingiu 280 milhões de euros, no que representou uma margem de rentabilidade de 11,1%, mais 0,4 pontos percentuais do que em igual período de 2012.

No caso da Sonae MC, responsável pelo retalho alimentar, verificou-se um aumento de 3% do volume de negócios nos primeiros seis meses do ano face ao primeiro semestre de 2012.

«Durante o primeiro semestre de 2013, conseguimos alcançar um volume de negócios consolidado consistente, mantendo contínuas melhorias de eficiência, resultando numa rentabilidade operacional superior e uma maior geração de 'cash flow', reforçando novamente a nossa estrutura de capital, apesar da redução dos níveis de consumo na Península Ibérica», disse, em comunicado, Paulo Azevedo.

No entanto, o presidente executivo da Sonae ressalva que «os resultados indiretos foram impactados negativamente pela menor valorização dos centros comerciais da Sonae Sierra».

Fonte oficial da Sonae afirmou que «do ponto de vista financeiro é inquestionavelmente um semestre extremamente positivo», mas, realça que «seria pouco prudente fazer um discurso otimista, não só pouco prudente como ainda impossível de sustentar».

«Temos de ser prudentes, não por causa da situação económica da empresa, mas por causa do país. É cedo para festejar qualquer recuperação económica», sublinhou a mesma fonte da empresa.