O lucro da REN caiu 9,6% para 26,3 milhões de euros no primeiro trimestre face ao período homólogo, devido à taxa extraordinária sobre o setor energético, anunciou hoje a gestora das redes de gás e eletricidade.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Rui Vilar explicou que, descontando o imposto extraordinário estabelecido pelo Estado português ao setor da energia para 2014, o resultado líquido teria sido de 33,3 milhões de euros, um aumento de 11,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A contribuição extraordinária de 0,85% aplicada aos ativos detidos por todas as empresas do sistema energético, criada no âmbito do Orçamento do Estado para 2014, vai ter impacto ao longo dos próximos trimestres.

Até março, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) diminuiu 0,7% para os 126,5 milhões de euros.

O resultado financeiro líquido melhorou 14,2%, refletindo a queda de 4,3% do montante da dívida líquida e uma queda material do custo médio da dívida que passou para 4,8%.

No primeiro trimestre, o investimento da empresa recuou 53%, ficando pelos 9,5 milhões de euros, o que, de acordo com o administrador financeiro, Gonçalo Morais Soares, resulta de «pequenas antecipações ou atrasos em projetos».

Ainda assim, garantiu, o objetivo de investimento anual mantém-se na ordem dos 190 milhões de euros, em linha com 2013.

Em comunicado, o presidente da REN, Rui Vilar, destacou que os resultados do primeiro trimestre «refletem uma melhoria no custo médio da dívida, graças ao recente processo de refinanciamento», realçando que «a privatização dos restantes 11% a efetuar no segundo trimestre vai ser um significativo contributo para melhorar a liquidez da ação».

O fim do processo de privatização da REN está previsto realizar-se durante o primeiro semestre de 2014.

Os títulos da REN foram os que mais valorizaram na sessão de hoje, ao subir 2,17% para 2,83 euros.