A Jerónimo Martins registou lucros de 165 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais 9% que no mesmo período do ano passado, anunciou a empresa em comunicado.

As vendas consolidadas aumentaram 12,6% para 5,6 mil milhões de euros, ao passo que os custos operacionais aumentaram 10% para 857 milhões de euros. O resultado operacional cresceu 11,6%, para 228 milhões de euros. Já o resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) subiu 11,2%, para 350 milhões de euros.

«O crescimento de 9% do resultado líquido do grupo, num ambiente macroeconómico desfavorável, reflete a forte execução da nossa estratégia e a força competitiva dos nossos modelos de negócio», afirma o presidente executivo da Jerónimo Martins no comunicado.

Para a melhoria dos resultados contribuíram todas as áreas de negócio do grupo, que consolidaram «as suas posições de liderança», apesar do «ambiente económico desfavorável», explica a dona dos supermercados Pingo Doce.

Segundo Pedro Soares dos Santos, a Biedronka [marca da Jerónimo Martins na Polónia] confirmou a força da sua liderança com um desempenho muito positivo no período», ao passo que o Pingo Doce, em Portugal, «levou as vendas no semestre a crescer 4%».

Depois dos resultados do primeiro semestre, o presidente executivo mostra-se otimista para os próximos tempos, apostando na manutenção da liderança na Polónia e na «robusta recuperação» do Pingo Doce, falando em «perspetivas positivas no que respeita ao crescimento de vendas e resultados para o grupo em 2013».

A Jerónimo Martins realizou investimentos de 227 milhões de euros na primeira metade do ano, com a maior fatia, equivalente a 78% do total, a ser destinada à Biedronka. O grupo afirma ainda que destinou 5,8 milhões de euros para apoiar as comunidades envolventes das lojas em Portugal e na Polónia.