A Galp Energia registou prejuízos de 173 milhões de euros (ME) no ano passado. Este resultado negativo diz respeito ao resultado líquido consolidado da empresa, ou seja, ao resultado sobre o qual a empresa paga impostos.

Nesse período, as vendas desceram 8,7%, de 19.101 ME para 17.479 ME, sofrendo o impacto da descida do preço do petróleo, bem como o da gasolina e gasóleo. O EBITDA, que consiste nos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, desceu para 825 ME, contra os 1.041 ME registados em 2013.

No entanto, apesar destes números, os resultados da atividade pura e dura da empresa, ou seja, o resultado ajustado para o conjunto dos doze meses de 2014, e o que interessa para o mercado de capitais, cresceu 20% para os 373 ME, enquanto o EBITDA subiu 15% para 1.314 ME.

No que se refere ao quarto trimestre, o lucro da empresa disparou 49% para 137 ME, muito acima do previsto pelos analistas, suportado por maiores volumes e margens no negócio de Refinação e Distribuição (R&D).

Nos últimos três meses do ano passado, o EBITDA subiu 47,2% para 399 ME, «tendo beneficiado do aumento da margem de refinação no negócio de R&D, mas também dos maiores volumes de gás natural liquefeito (GNL) vendidos no negócio de Gas&Power (G&P)», revelou a empresa em comunicado.

Note-se que os analistas consultados pela Reuters previam um lucro de 114 ME e EBITDA de 359 ME.

A Galp vai contestar nos tribunais a multa de 9,3 milhões de euros aplicada pela Autoridade da Concorrência por práticas anticoncorrenciais no mercado do gás engarrafado, sobretudo em nome da reputação da empresa, revelou o presidente na conferência de apresentação dos resultados do exercício.

Considerando a multa da AdC «formalista, infundada e exorbitante», Ferreira de Oliveira defende que a Galp Energia não tem alternativa ao recurso à Justiça para contestar uma decisão que passa o sinal para os clientes de que a empresa é irresponsável.