As companhias aéreas low cost são as que mais estão a ganhar com a greve de 10 dias dos pilotos da TAP e PGA.

Nos quatro dias de paralisação parte dos passageiros que viram os seus voos cancelados e tiveram de arranjar uma alternativa de viagem escolheram operadoras de baixo custo como a Ryanair, easyJet, Vueling, Transavia e Germanwuings para chegarem aos destinos, apurou o Dinheiro Vivo, escreve o Diário de Notícias.

As operadoras não revelam números concretos, mas quando contactadas, não negam que tenham registado uma subida no número de passageiros.

“Estamos muito satisfeitos com o aumento de reservas neste período” revelou fonte da Ryanair ao Dinheiro Vivo.


Para esta quarta-feira, sexto dia de greve dos pilotos, a TAP prevê assegurar 70% da operação, à semelhança do que tem acontecido nos últimos dias.

Os pilotos convocaram uma greve, para o período entre 01 e 10 de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação de até 20 por cento no capital da empresa no âmbito da privatização. 

Na terça-feira, quinto dia de greve, a TAP e a Portugália fizeram, até às 19:00, 180 voos e cancelaram 66 devido à greve dos pilotos.
 

"Até às 19:00 [de terça-feira] foram feitos 155 voos da TAP e 25 da Portugália, num total de 180, valor que está dentro da média dos últimos dias ou ligeiramente superior", afirmou a mesma fonte, acrescentando que foram assegurados 73% por cento dos voos previstos.


O Governo já adiantou que a greve já está a gerar perdas de 10 milhões de euros.