A frente ribeirinha de Lisboa acolhe, a partir da primavera, um sistema de bicicletas de uso partilhado, da responsabilidade de uma empresa privada que quer, com este projeto, ligar a zona da Expo ao Guincho, em Cascais, escreve a Lusa.

Inicialmente, o sistema vai abranger um itinerário de 11 quilómetros, com 12 estações espalhadas pela zona ribeirinha de Lisboa, disse à agência Lusa Martim Mayer, um dos fundadores da SlowFastcycles, empresa responsável por este projeto de bike-sharing.

Os utilizadores «terão duas formas de aceder às bicicletas», uma das quais será através de um registo no site do projeto.

«Depois de se registar, o utilizador recebe um cartão. Além disso, vai poder também fazer download de uma aplicação que permite aceder ao sistema através do smartphone. Quando me dirijo a uma estação, encosto o cartão a uma doca de parqueamento, para a libertar [a bicicleta]», explicou Martim Mayer.

Para os utilizadores ocasionais, que não estejam registados no site, haverá nas estações «postes com leitor de cartões de crédito e de débito».

Depois de feito o pagamento, «o utilizador recebe um ticket que lhe permite desbloquear bicicletas em qualquer estação, para uma viagem ou um dia inteiro de utilização».

As estações estarão colocadas em Santa Apolónia, no Terreiro do Paço, no Cais Sodré, junto ao bar Meninos do Rio, na Doca do Espanhol, na Doca de Santo Amaro (duas), na Estação Fluvial de Belém, na Doca de Belém, na Doca do Bom Sucesso (duas) e na Fundação Champalimaud.

A SlowFastcycles, garantiu Mayer, está a fazer «um grande esforço para fazer a inauguração a 21 de março de 2014».

«Neste momento, achamos que vai ser difícil cumprir essa data. Mas, ao longo de abril o sistema estará a funcionar», referiu.

De acordo com o responsável, «para os utilizadores frequentes, cada utilização pode acabar por custar alguns cêntimos». Já as «utilizações pontuais deverão custar, em uniformidade com o que acontece no resto da Europa, 15 euros por dia».

A empresa estima, segundo Martim Mayer, que «o pico da utilização seja de lazer/fim de semana», mas lembra que este «percurso inicial poderá ser utilizado por quem vive nos arredores e trabalha em Lisboa».

A ideia da SlowFastcycles é estender o bike-sharing a uma área maior.

«Numa fase de máximo crescimento, o projeto poderá vir a ligar a zona Expo [em Lisboa] ao Guincho [em Cascais]» e, assim, «integrar toda a zona da Marginal, que é uma zona turística por excelência e de valor publicitário forte, dado que esta é uma das premissas para se poder implementar o projeto sem dinheiros públicos», disse.

Este projeto surgiu da concessão da exploração da Associação Porto de Lisboa (APL) de bike-sharing na frente ribeirinha de Lisboa.

A SlowFastCycles venceu o concurso público lançado pela APL e tem a concessão por sete anos.