A companhia aérea de baixo custo Ryanair justificou hoje com constrangimentos ao nível da capacidade dos aviões a suspensão da rota Lisboa-Faro a partir de 24 de abril e até 25 de outubro.

«Devido a constrangimentos na capacidade dos aviões, lamentamos que a Ryanair não esteja em posição para agendar os horários ideais e as frequências necessárias para uma rota doméstica como esta», lê-se numa declaração da companhia, enviada à Lusa na sequência de uma questão sobre os motivos que levaram à suspensão da rota Lisboa-Faro, confirmada no dia 04 de abril pelo porta-voz da ANA - Aeroportos de Portugal.

A Ryanair acrescenta que a capacidade dos seus aparelhos «vai aumentar a partir do inverno de 2014, com a entrega do primeiro de 175 novos aviões da Boeing» e que vai «rever» os seus horários «adequadamente».

No dia 04 de abril, o porta-voz da ANA - Aeroportos de Portugal confirmou à Lusa a suspensão da rota Lisboa-Faro que a companhia irlandesa tinha inaugurado a 01 de abril, quatro dias antes.

A companhia aérea comunicou o cancelamento da rota à empresa que gere os aeroportos portugueses três dias após o início da operação, sem qualquer justificação para a decisão, acrescentou a mesma fonte.

Os clientes com reservas para voos entre Lisboa e Faro a partir do dia 24 de abril começaram a ser notificados do cancelamento da rota pela companhia no dia 04 de abril, que referiu que a operação ficará suspensa até 25 de outubro.

A Ryanair disponibiliza aos passageiros que já compraram voos a possibilidade de reembolso ou de remarcação de viagem para outro destino.

A ligação Lisboa-Faro, iniciada a 01 de abril, deveria ter prosseguido até 25 de outubro de 2014.

Segundo o porta-voz da ANA, a companhia não informou do cancelamento de mais nenhuma rota com ligação aos aeroportos portugueses.