O grupo Jerónimo Martins anunciou que o programa de investimento para este ano está estimado «no intervalo entre 600 a 700 milhões de euros».

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o grupo Jerónimo Martins, que hoje apresentou resultados relativos a 2013, adianta que «o programa de investimento para 2014 estima-se no intervalo entre 600 a 700 milhões de euros».

O programa de investimento «continuará a ser uma prioridade na nossa estratégia de crescimento e a Biedronka planeia abrir cerca de 300 lojas e três novos centros de distribuição para suportar o seu crescimento», na Polónia.

O Pingo Doce deverá abrir 10 lojas e «continuará a reorganizar a sua operação logística, completando até final do ano um novo centro de distribuição no norte do país».

A rede de retalho colombiana Ara estima inaugurar um mínimo de mais 50 lojas, enquanto a Hebe [na Polónia] prevê abrir 50 lojas no ano, começando a formar massa crítica fundamental para a sua rentabilidade, adianta.

As vendas do grupo deverão registar um crescimento, à taxa de câmbio constante, «pelo menos em linha com o registado no ano de 2013».

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) do grupo «é esperado crescer em linha com as vendas, embora perante o risco de deflação alimentar e da competitividade do mercado, não podemos excluir a possibilidade da margem» e ficar ligeiramente abaixo da de 2013.

O lucro da Jerónimo Martins subiu 6% no ano passado, face a 2012, para 382 milhões de euros, as vendas cresceram 10,7% para 11,8 mil milhões de euros e o EBITDA avançou 5,1% para 777,1 milhões de euros.