O empresário André Jordan, que desenvolveu o projeto turístico de expansão de Vilamoura, disse hoje à Lusa que a compra daqueles ativos por parte de um fundo norte-americano vai trazer um importante sinal de confiança ao mercado.

O Diário de Notícias avança hoje que a empresa espanhola que detinha e geria o complexo turístico, a Lusort (detida pelo Catalunya Bank) foi vendida por 200 milhões de euros aos fundos Lone Star.

Segundo o jornal, a empresa era proprietária dos ativos imobiliários já existentes em Vilamoura e de dois mil hectares de terrenos ainda por construir, tendo também a gestão da marina.

Um negócio classificado pelo jornal como «a preço de saldo», uma vez que os 200 milhões de euros representam um valor três vezes inferior ao que valia há cinco anos, antes do agravamento da crise.

Em declarações à agência Lusa, o empresário que promoveu a expansão de Vilamoura lembrou que, quando vendeu o empreendimento, fez o maior negócio da história do imobiliário em Portugal, num total de 500 milhões de euros, mas que hoje as condições são diferentes.

«Na altura, vendi a Lusotur por 380 milhões de euros e, depois, vendi a Lusotur Golfes por 120 milhões de euros”, afirmou, acrescentando que os ativos agora vendidos já não são os mesmos, além de que houve “ajustamentos no mercado», devido à crise.

«A entrada da Lone Star é o maior investimento desde a crise», referiu.


Para André Jordan, o negócio agora formalizado representa «um voto de confiança» que pode ser muito importante para novos investimentos estrangeiros, mas também para o mercado a retalho.

«Agora vai ser preciso um longo trabalho de relançamento de Vilamoura», estimou. O empresário contou que já teve oportunidade de conversar com os investidores e que estes vão «investir muito» em marketing e promoção: «Ninguém investe 200 milhões para perder».

André Jordan classificou o negócio como positivo, referindo que a venda não foi concretizada antes porque não havia comprador.

«É um sinal muito positivo. Penso que o investimento representa um sinal de confiança de um dos grandes fundos americanos», sublinhou, acrescentando que não se trata da compra de vistos Gold, mas de terrenos para investimento futuro.

«É um fator estimulante para o mercado, gera confiança nos investidores e nos próprios compradores. Isso aconteceu com os nossos investimentos no mercado», lembrou.


De acordo com o Diário de Notícias, esta foi a maior operação em Portugal de venda de terrenos nos últimos sete anos e o maior negócio de investimento no imobiliário nos últimos oito anos.