A General Motors (GM) enfrenta uma quarta investigação, desta feita, por iniciativa do Departamento de Justiça dos EUA, pela demora em chamar à revisão 1,6 milhões de veículos afetados por um defeito que terá causado pelo menos 13 mortos, escreve a Lusa.

Segundo informaram, jornais norte-americanos nas suas edições online, na noite de terça-feira, está a ser conduzida uma investigação preliminar, por delegados do Ministério Público de Nova Iorque, para determinar se o fabricante automóvel cumpriu as leis.

Nem o Departamento de Justiça nem a GM teceram comentários sobre a eventual abertura de uma investigação ao caso.

A confirmarem-se as informações, esta será a quarta investigação em curso relativa ao defeito encontrado nos veículos.

Na terça-feira, a Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes anunciou que irá realizar sessões para investigar a resposta da GM e a do organismo federal que supervisiona o setor - a Administração para a Segurança nas Estradas dos Estados Unidos.

A agência norte-americana para a segurança rodoviária está a investigar as ações da GM, que estaria a par de que um defeito no sistema de ignição de determinados automóveis poderia impedir o disparo dos airbags frontais.

A GM também lançou uma investigação interna, na qual participam pelo menos dois escritórios de advogados e peritos externos para averiguar as razões por detrás do atraso na chamada à revisão.

O «The Detroit News» informou, esta terça-feira, que os responsáveis pela investigação interna na GM estão a compilar milhares de documentos e a entrevistar funcionários que tenham conhecimento do que tem ocorrido desde 2004, altura em que o defeito foi detetado.

No mês passado, a GM chamou à revisão 1,6 milhões de veículos para reparar o defeito que afeta automóveis dos anos 2003 a 2007 e as marcas Pontiac, Saturn (ambas já desaparecidas) e a Chevrolet.

Depois da massiva retirada, a nova conselheira delegada da GM, Mary Barra - que assumiu o cargo a 15 de janeiro -, defendeu a decisão da sua equipa de reconhecer o problema no sistema de ignição.

«A minha resposta é simples: Esse não é o problema», disse, num comunicado aos trabalhadores da GM, referindo-se aos potenciais danos para a imagem da empresa que representa chamar à revisão 1,6 milhões de viaturas e admitir que o defeito terá causado pelo menos 13 mortos nos Estados Unidos.