O presidente da Inapa, Diogo Rezende, destacou esta quarta-feira a redução da dívida e dos custos operacionais do grupo de distribuição de papel nos nove primeiros meses do ano e manifestou-se "otimista" relativamente à direção da evolução da empresa.

Nos nove primeiros meses do ano, a Inapa registou prejuízos de 900 mil euros, contra um lucro de 800 mil euros em igual período de 2014.

No período em análise, a dívida líquida diminuiu 6,9 milhões de euros para 314,1 milhões de euros e os custos de exploração reduziram-se 2,8 milhões de euros, refere a empresa em comunicado, adiantando que tal reflete "o ajustamento do modelo organizacional e uma rigorosa gestão de custos".

Em declarações à Lusa, o presidente da Inapa destacou três pontos: "a estratégia traçada há já algum tempo, que continuou a redução da dívida em sete milhões de euros, a redução dos custos operacionais e a continuação no eixo de (o grupo) ser um dos 'players' mais eficientes do mercado".

Relativamente aos prejuízos, Diogo Rezende explicou que "o resultado líquido negativo esteve muito ligado ao desenvolvimento do negócio do papel", que registou uma quebra, aliada a uma ação estratégica de um fornecedor que decidiu "entrar de forma direta" no negócio da distribuição em alguns mercados e "provocou alguma pressão de preços".

Esta situação levou a que a Inapa tivesse de "recompor o portefólio", o que aconteceu na Alemanha no terceiro trimestre e com resultados positivos, segundo o gestor.

"Ao longo do quarto trimestre será alargada a outros mercados relevantes" onde o grupo está presente, adiantou.

Questionado sobre as expectativas relativas ao último trimestre do ano, Diogo Rezende lembrou que "o quarto trimestre é sempre mais forte que o terceiro" e que "certamente haverá alguma recuperação".

O gestor manifestou-se "otimista em termos da direção da evolução da empresa".

Sobre a entrada em novos mercados, o presidente da Inapa disse que o grupo "continua, dentro das linhas estratégicas, sempre a analisar oportunidades que possam surgir" quer no segmento da embalagem quer na comunicação visual.

As vendas recuaram 4% entre janeiro e setembro, face a igual período de 2014, para 654,4 milhões de euros.