A Impresa registou um lucro de 2,6 milhões de euros nos primeiros nove meses, o que compara com prejuízos de 3,6 milhões de euros em igual período de 2012, anunciou esta segunda-feira o grupo de media.

Estes são os melhores resultados líquidos da dona da estação de televisão SIC e do semanário Expresso em seis anos.

Em igual período, as receitas consolidadas subiram 1,1% para 169 milhões de euros e o resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA) cresceu 56,7% para 19 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado pela Impresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os custos operacionais, excluindo as amortizações e depreciações, recuaram 3,2% para 149,9 milhões de euros, sendo que os custos fixos caíram 7,7%.

A dívida líquida registou uma diminuição de 20 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, para 198,4 milhões de euros.

«Ao longo dos últimos anos, alguns dos mais difíceis de sempre do nosso setor, nunca fugimos às responsabilidades das decisões difíceis. Por isso mesmo, a Impresa foi dando provas eloquentes de que era capaz de fazer mais com menos», refere o presidente executivo do grupo, Pedro Norton, citado num comunicado, escreve a Lusa.

«O que julgo que começa agora a ficar mais claro é que a Impresa, sem esperar pela inversão do ciclo económico, iniciou, em paralelo, um caminho de crescimento sustentado. Primeiro em quota, depois em rentabilidade, agora em faturação, o que poucos esperariam», acrescentou.

No entanto, «nada está ganho», já que «por um lado, na frente macroeconómica, os sinais são, no mínimo, muito ténues, por outro, temos bem consciência de que estamos no princípio e não no fim de um longo caminho», considerou Pedro Norton.

«Mas a verdade é que o trabalho começa a dar frutos e o mercado reconhece isso mesmo - a Impresa foi este ano uma das empresas que mais subiu em bolsa, 155% desde o início do ano» - e «a nossa obrigação é continuá-lo com a mesma determinação de sempre», concluiu Pedro Norton.

Na área da televisão, as receitas totais cresceram 7,4% até setembro, para 123,1 milhões de euros, embora a publicidade tenha recuado 3,1% para 61,5 milhões de euros.