Pelo menos 24 mil trabalhadores sul-coreanos do fabricante automóvel Hyundai realizaram esta terça-feira uma greve parcial para exigir melhores salários, noticiou a agência sul-coreana Yonhap.

A paragem de duas horas em cada turno de trabalho vai custar à empresa 38 milhões de dólares, por deixar de fabricar 2.106 veículos, de acordo com as previsões do primeiro fabricante de automóveis da Coreia do Sul.

Nas instalações da empresa em Ulsan (sudeste), cerca de 12.000 trabalhadores suspenderam a atividade durante duas horas ao meio dia (hora local), situação que se repetiu no turno da tarde, disse a Hyundai citada pela Lusa.

Os sindicatos disseram que a suspensão parcial do trabalho será repetida na quarta-feira, antes das negociações serem retomadas com a direção.

O sindicato exige um aumento salarial de 117 dólares, uma bonificação de nove mil dólares para ajudar os filhos dos funcionários que não sigam estudos superiores e a distribuição de 30% dos lucros líquidos anuais da empresa, que no ano passado foram superiores a oito mil milhões de dólares.

Há duas décadas que o fabricante sul-coreano é confrontado com greves anuais. No ano passado, os conflitos laborais custaram à empresa cerca de 1.500 milhões de dólares.