Hélder Bataglia, um dos protagonistas do Grupo Espírito Santo (GES) em Angola, confessa-se surpreendido com as suspeitas de que é alvo Ricardo Salgado.

Bataglia, de 63 anos, é administrador da ESCOM, empresa que se dedica a negócios imobiliários e à extração de diamantes em Angola. A empresa que o GES diz já ter sido vendida, mas cujo processo de venda continua por concluir. E aparentemente foi perdido o sinal de 80 milhões pagos pelos investidores angolanos.

Numa rara entrevista ao «Expresso», e questionado sobre o presente de 14 milhões que Ricardo Salgado terá recebido do construtor José Guilherme,

Bataglia responde: «O José guilherme é uma pessoa de grande generosidade, mas acharia estranho receber uma prenda de 14 milhões de euros».

No currículo de Hélder Bataglia constam vários anos na gestão do BES Angola e na Akoya, empresa chave no processo Monte Branco. Bataglia diz, no entanto, que nunca serviu de intermediário entre a empresa suíça e o Grupo Espírito Santo revelando que «no início, Ricardo Salgado nem sabia que era sócio da Akoya».