Os hotéis Pestana estão a analisar uma parceria com Cristiano Ronaldo e, se houver luz verde, o negócio deverá concretizar-se ainda «antes do final deste ano», indicou o presidente do grupo madeirense, Dionísio Pestana.

«Têm existido contactos mas ainda não há nada preto no branco, estamos a trabalhar», informou o mesmo responsável, em declarações a jornalistas, admitindo que uma possível parceria com o jogador de futebol seria interessante.

«Primeiro, pelo laço histórico», uma vez que tanto o grupo hoteleiro português como Cristiano Ronaldo têm origem madeirense; em segundo lugar, porque o jogador «tem vontade de investir e uma das áreas de negócio onde ele gostava de crescer é a hotelaria», comentou.

O gestor explicou também que pretendem analisar o projeto «caso a caso», mas não deverá haver uma decisão «antes do final do verão», e confirmou que as discussões para este negócio começaram quando foi inaugurado o museu de Ronaldo no Funchal, em dezembro passado.

O futebolista português Cristiano Ronaldo está a pensar investir no ramo da hotelaria na Madeira, em parceria com o grupo Pestana, proprietário de vários hotéis no arquipélago e no estrangeiro, disse fonte próxima da família à agência Lusa.

Para já, o grupo Pestana pretende entrar na corrida à compra dos hotéis Tivoli para assumir a gestão da rede hoteleira que está à venda pelo Grupo Espírito Santo, em parceria com fundos de investimento, que entrarão com o dinheiro do negócio.

O presidente do grupo hoteleiro português, Dionísio Pestana, indicou que o grupo está a «analisar o projeto na área da gestão apenas». E acrescenta «não somos os investidores, mas estamos em parceria com fundos que serão os proprietários e são quem faz a avaliação do negócio».

O gestor acrescentou que o convite à possível participação do grupo Pestana nesta parceria partiu desses «fundos americanos e europeus», quando falava no final da assinatura de um protocolo entre as Pousadas de Portugal e a Casa Real Portuguesa, realizada no Castelo de São Jorge, em Lisboa.

«Pediram para participarmos na área da gestão», explicou, acrescentando que, da parte do grupo de origem madeirense, «o trabalho de casa está feito» e já existe «luz verde» para avançarem na corrida à rede Tivoli, faltando agora a decisão final dos parceiros no negócio.

Por outro lado, a atual marca das unidades hoteleiras do GES será para manter, assumiu também Dionísio Pestana.

«Complementam-se bem as duas marcas. Podemos não manter a marca Tivoli em todas as unidades, mas não vamos deitar fora uma marca que já tem tantos anos», sublinhou.

Dionísio Pestana adiantou ainda que estão interessados em todo o portfólio da rede de unidades hoteleiras do GES, incluindo o Palácio de Seteais, em Sintra, e o Brasil, com destaque para o empreendimento da Praia do Forte, no estado da Bahia.

Se o negócio se concretizar, a oferta do grupo português aumentará em cerca de 10%, adiantou o gestor, mas «o mais importante é haver muitos sítios onde o grupo Tivoli tem presença e nós não temos», notou.