A Espírito Santo Financial Group (ESFG), holding que controla a maioria do capital do Banco Espírito Santo (BES), revelou hoje que está a deliberar a venda de toda ou parte da sua participação na Espírito Santo Saúde (ESS).

«A Espírito Santo Financial Group anuncia que está a deliberar a venda de toda ou parte da sua participação de 24,9% na Espírito Santo Saúde, provavelmente, através de um IPO [operação de dispersão do capital em bolsa] sobre a ESS», lê-se no comunicado enviado pela ESFG à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a ESFG, «os termos e a data desta possível venda ainda não foram determinados, e estarão sujeitos às condições de mercado e aprovações necessárias».

A intenção de dispersar parte do capital da ESS no mercado de capitais tinha sido avançada em setembro por João Pena, presidente da Rioforte, a principal acionista da ESS. A Rioforte é a holding do Grupo Espírito Santo (GES) para a área não financeira.

Na altura, o responsável apontou para a dispersão em bolsa de uma fatia entre 25% e 40% da ESS, especificando que o objetivo é cotar a empresa na bolsa portuguesa.

Depois, já no final de outubro, foi a vez de Ricardo Salgado, líder do GES e presidente do Banco Espírito Santo (BES) apontar para um encaixe de mil milhões de euros com a venda de ativos em 2014, entre os quais, a ESS.

A ESS tem a estreia marcada no mercado até final do primeiro trimestre do próximo ano, revelou Salgado, explicando que, apesar de inicialmente pensada para ocorrer ainda em 2013, a Operação Pública de Venda (OPV) da holding de saúde do grupo foi adiada por questões técnicas.

Já a Rio Forte, holding do grupo Espírito Santo que detém a maioria do capital da ESS, os hotéis Tivoli, a gestora imobiliária Espart, a agência de viagens Top Atlântico e a Herdade da Comporta, entre outros ativos, deverá entrar em bolsa ao longo do próximo ano, «logo que possível», sinalizou o banqueiro.

A ESS foi criada há 13 anos e é dona de oito hospitais privados, entre os quais, o hospital da Luz, em Lisboa, a que se somam sete clínicas de consultas externas e duas residências para seniores, além de participar num hospital em parceria público-privada (PPP), nomeadamente, o hospital de Loures.

É considerada uma das maiores companhias privadas de saúde em Portugal.