Um grupo formado por 12 bancos comprometeu-se com a operadora telefónica brasileira Oi a comprar até 15% das ações da nova companhia resultante da fusão em 2013 com a Portugal Telecom (PT), informou a imprensa brasileira esta sexta-feira.

Os bancos chegaram a um acordo com a Oi para captar, até abril, entre 6.000 milhões de reais (cerca de 2.500 milhões de dólares) e 8.000 milhões de reais (cerca de 3.357 milhões de dólares) no mercado para adquirir os «papéis» da nova empresa, segundo o jornal Folha de São Paulo.

O grupo, liderado pelo banco de investimento brasileiro BTG Pactual, inclui o Credit Suisse, Banco Espírito Santo, Merrill Lynch e Barclays.

Com uma participação menor também integram o grupo o Itaú Unibanco, Bradesco, Citibank, Santander, Votorantim, Banco do Brasil e Caixa Geral de Depósitos.

Segundo a informação publicada pelo jornal brasileiro, caso os bancos não consigam alcançar o total da quantidade acordada com a Oi, cada instituição desembolsará a diferença e tornar-se-á acionista em proporção com a contribuição efetuada.

Esta operação foi planeada pelo presidente da nova companhia, Zeinal Bava, sublinharam as mesmas fontes.

Em 2013, a Portugal Telecom e a Oi anunciaram a fusão para se converterem num dos 20 gigantes mundiais do setor das telecomunicações e dar um salto qualitativo no mercado global.