Os representantes dos trabalhadores da Groundforce reúnem-se hoje com a empresa de assistência nos aeroportos para debater os horários de trabalho, a origem da paralisação do passado dia 15 e do pré-aviso para o final do mês.

«Temos flexibilidade e abertura para dialogar e acolher as propostas da empresa para resolver os problemas», disse hoje à Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), Fernando Henriques, estrutura sindical que entregou pré-aviso de greve de três dias marcada para o final do mês para contestar os horários de trabalho.

Em declarações à Lusa, Fernando Henriques admitiu a possibilidade de «juntamente com os trabalhadores desconvocar a greve» caso a empresa apresente propostas «concretas» e não «abstratas», «como acontece há um ano».

«Não bastam palavras de circunstância», acrescentou o responsável sindical.

O SITAVA entregou um pré-aviso de greve que contempla uma paralisação de três dias, a realizar nos dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro, depois do protesto do passado dia 15 de agosto, que, segundo dados do sindicato, teve uma adesão entre os 80% e 100%, enquanto a Groundforce fala em 30%.

De acordo com Fernando Henriques, os problemas com a carga laboral «arrastam-se há alguns anos, mas tem piorado, porque o volume de trabalho tem-se intensificado com horários de 9 e 10 horas de trabalho», sublinhando que «não há abertura da empresa para que se chegue a uma resolução para os problemas que estão a ser contestados».

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Groundforce confirmou que a organização do tempo de trabalho será abordada na reunião de hoje, agendada para as 11:00, com os cinco sindicatos representativos dos trabalhadores da empresa.