A Groundforce Portugal considerou esta segunda-feira que a greve convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) para quinta-feira é «incompreensível» e «extemporânea» e parece ter como objetivo «uma resposta a interesses alheios» à empresa.

Os trabalhadores da empresa de handling (serviços em terra de apoio ao transporte aéreo) Groundforce vão estar em greve na quinta-feira, 15 de agosto, anunciou hoje o sindicato.

Reagindo a esta decisão do SITAVA, a Groundforce emitiu hoje um comunicado em que realça que «tem vindo a realizar todos os esforços para melhorar as condições de trabalho e de vida dos seus colaboradores, com a implementação de novas salas de descanso e de novos horários».

«Em 2012, foi negociado e assinado por todas as organizações sindicais, incluindo o SITAVA, um novo Acordo de Empresa com vista a garantir a sua sustentabilidade. Deste então, a Groundforce Portugal cumpre criteriosamente o acordo assinado e que não pode agora, de forma alguma, ser questionado por uma organização sindical que o subscreveu na íntegra», defende a empresa de handling.

No comunicado, a Groundforce refere também que «apenas um dos cinco sindicatos, o SITAVA, anunciou uma greve que, além de incompreensível, é extemporânea, resultando numa destabilização da atividade da empresa, parecendo ter como objetivo uma resposta a interesses alheios à Groundforce Portugal».

A empresa garante que tudo fará para «mitigar os eventuais efeitos» da greve junto das companhias aéreas e dos passageiros nas várias escalas em que a Groundforce Portugal opera.

Os trabalhadores da Groundforce «reivindicam apenas respeito pela sua saúde e pela sua condição de seres humanos, nomeadamente em relação à organização do trabalho, sobretudo na construção de horários e às suas sucessivas alterações», lê-se no comunicado do SITAVA.

O SITAVA, que «representa mais de 50% dos trabalhadores sindicalizados», refere que a administração da empresa «se mantém em silêncio [em relação] aos pedidos de reunião» do sindicato, «um dos quais com mais de dois meses».