O presidente executivo e chairman da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, diz que a fusão da empresa com a brasileira Oi tem como objetivo criar uma operadora de raiz lusófona para todos os falantes de português.

Num email interno em que explica a operação aos funcionários da empresa que lidera, e ao qual a Lusa teve acesso, Henrique Granadeiro anunciou a «criação de um operador de telecomunicações multinacional de matriz lusófona e ambição global», sublinhando que a empresa não terá presença apenas em Portugal e no Brasil.

«Não seremos apenas uma empresa com presença no Brasil e em Portugal, mas sim uma empresa de raiz lusófona que tem por base os 250 milhões de falantes de língua portuguesa», refere no documento interno.

Segundo lembrou Granadeiro, o objetivo de criar uma operadora para a lusofonia já estava na base da parceria estratégica realizada com a Oi em 2010.

«Há cerca de três anos, quando evoluímos a nossa presença no Brasil de um operador móvel para um operador integrado, demos mais um passo na consolidação da nossa opção de crescimento num dos mercados de telecomunicações com mais potencial a nível mundial», afirmou.

A intenção, acrescentou, tem por base o «imperativo de crescimento por forma a assegurar a independência do projeto industrial», sendo que a concretização da fusão visa «alcançar benefícios de escala, partilhar melhores práticas, potenciar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento, desenvolver tecnologias, diversificar serviços, maximizar sinergias, reduzir custos e criar valor acionista».

No email enviado hoje de manhã aos colaboradores da PT, Henrique Granadeiro refere que Zeinal Bava será o presidente executivo da nova entidade, considerando que «é a pessoa certa para liderar este novo projeto», já que realizou «com sucesso a transformação tecnológica e de mercado da PT» e assumiu «recentemente a presidência executiva da Oi».

A concretizar-se a fusão, Henrique Granadeiro será vice- chairman da nova empresa.