O Governo pediu aos assessores financeiros da privatização da TAP uma atualização da avaliação da companhia aérea, disse esta quinta-feira à Lusa fonte governamental.

Segundo a mesma fonte, esta atualização, pedida ao Barclays Capital, ao Banco Espírito Santo de Investimento, ao Citi Bank e ao Crédit Suisse, visa ter em consideração os resultados da TAP referentes a 2013.

Até ao final do terceiro trimestre de 2013 e comparativamente com o mesmo período de 2012, as receitas operacionais da TAP aumentaram 2,2% para 1.863 milhões de euros e o resultado líquido passou de um prejuízo de 9,7 milhões de euros para um lucro de 8,5 milhões de euros.

No que respeita ao tráfego, a TAP anunciou a 08 de janeiro que transportou 10.703.000 passageiros em 2013, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior, e que a taxa de ocupação dos voos subiu de 76,8% para 79,4%.

Na quarta-feira, o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, disse no parlamento que o Governo aguarda um momento em que haja «suficiente ambiente competitivo» para reabrir o processo de privatização da TAP.

Nos últimos dias, a imprensa tem avançado que há novos interessados na companhia aérea, entre os quais o norte-americano Frank Lorenzo, antigo acionista e presidente da Continental Airlines, e Pais do Amaral.

O Governo recusou, em dezembro de 2012, a proposta de compra da TAP feita pelo grupo Synergy, detido pelo empresário colombiano Germán Efromovich, o único concorrente à privatização da companhia aérea nacional.

A venda está suspensa desde então e, no Orçamento do Estado para 2014, o Governo afirma que «continuará a monitorizar as condições do mercado, por forma a relançar o processo de privatização da TAP logo que estejam reunidas as condições propícias para o seu sucesso».

A 17 de dezembro, o presidente da TAP disse que «não é fundamental» que a privatização da companhia aérea seja feita em 2014, porque a empresa tem um plano de negócios até 2016 «perfeitamente viável».