O ministro com a tutela dos media, Miguel Poiares Maduro, insiste que a agência Lusa deve saber adaptar-se aos constrangimentos financeiros tal «como as outras empresas do setor empresarial do Estado» na sequência da decisão do Tribunal Constitucional.

O governante falava durante uma audição na Comissão para a Ética, Cidadania e Comunicação, durante a qual os partidos da oposição questionaram diversas vezes Poiares Maduro sobre a situação atual da Lusa.

A Lusa sofreu cortes de 31% na compensação indemnizatória, aos quais acresce o efeito do fator de correção e o pagamento dos subsídios de férias, que não estavam previstos no orçamento e que tiveram que ser repostos por decisão do Tribunal Constitucional.

«A indicação que tenho da secretaria de Estado do Tesouro é que são as próprias empresas que têm que se adaptar às consequências da decisão do Tribunal Constitucional», disse o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, citado pela própria agência estatal.

«O Estado vai assegurar o financiamento que é do Estado», frisou Poiares Maduro, sublinhando que a Lusa «tem também capitais privados».

O ministro disse, no entanto, que «tem vindo a conversar» com a administração da Lusa no sentido de «potenciar novas áreas de negócio e de internacionalização da agência».