[Notícia atualizada às 18h30]

O Governo aprovou esta quinta-feira a conclusão da segunda fase de reprivatização dos CTT, tendo por objeto um lote composto pelas ações representativas de 30% do capital social da empresa.

O executivo estabelece que «a esse lote de 30% acresce a venda de um lote de ações já privatizadas representativas de 1,5% do capital dos CTT e detidas pela Parpública», refere o comunicado distribuído aos jornalistas após a reunião semanal do Conselho de Ministros, escreve a Lusa.

Cabe à Parpública proceder à dispersão desse lote de ações «mediante uma ou mais vendas diretas dirigidas a investidores nacionais ou estrangeiros, incluindo, investidores institucionais».

Estabelece ainda o Governo que «em função dos termos que se revelem mais adequados para maximizar o encaixe financeiro com a alienação, a modalidade de alienação pode concretizar-se, nomeadamente, através de oferta particular por processo de colocação acelerada ou por venda competitiva de um ou mais blocos de ações que integram o lote de ações a alienar, com aplicação do critério de atribuição que mais convenha à Parpública e que seja objeto de acordo com a entidade ou as entidades adquirentes».

Parpública vende participação

A Parpública anunciou entretanto que irá proceder ao lançamento de uma oferta particular de venda de 47.253.834 ações dos CTT, através de um processo de accelerated bookbuilding, segundo informação enviada ao regulador do mercado.

De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), entretanto divulgada, a oferta particular de ações dos CTT será feita através de accelerated bookbuilding, ou seja, num processo feito sem promoção e num curto prazo - normalmente um ou dois dias -, para permitir que a empresa consiga obter rapidamente financiamento numa venda controlada.

Este processo será sujeito «à procura, ao preço e às condições de mercado», refere a Parpública, acrescentando que «os termos finais da oferta serão anunciados aquando da conclusão do processo de accelerated bookbuilding».